O entendimento da interface entre a mente e a matéria exige uma análise detalhada das estruturas anatômicas que ligam a central de comando biológico do corpo à periferia do organismo.
No modelo de neurofisiologia integrada proposto pelo autor, a diferenciação entre o sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP) constitui a base para compreender como a vontade e o pensamento interagem com o corpo biológico (psicocinesia).
Toda a massa de tecido nervoso localizada no interior da caixa craniana e do canal vertebral compõe o SNC, ao passo que todas as estruturas nervosas que emergem desse eixo central e se projetam para o corpo integram o SNP.
Quando as fibras do SNP saem do eixo central com a função de regular a vida vegetativa, elas se direcionam aos órgãos internos e “abraçam” as vísceras. Essa divisão especializada é denominada sistema nervoso autônomo (SNA). O enlaçamento físico dos neurônios autônomos ao redor dos órgãos viscerais, como o coração e o estômago, estabelece redes neuronais densas conhecidas como plexos nervosos.
Os neurônios que compõem essas redes operam estritamente por meio de atividade elétrica, uma propriedade biofísica compartilhada por todas as células do corpo humano.
A eletricidade biológica não é um fenômeno estático, mas o resultado de um circuito contínuo de entrada e saída de átomos e moléculas dotados de carga elétrica através das membranas celulares (Tabela 1).

A concentração dessas cargas iônicas nas redes nervosas gera um campo eletromagnético dinâmico.
Nos pontos de maior convergência nervosa e atividade elétrica dos plexos, forma-se um vórtice eletromagnético de alta intensidade.
Sobre esses vórtices de energia que estão estruturados na própria anatomia do sistema nervoso localizam-se os centros de força tradicionalmente denominados chacras.
O corpo bioeletromagnético e a fisiologia da transição para a dimensão astral
O somatório de toda a atividade elétrica dos neurônios, associado à dinâmica eletromagnética gerada pelos fluxos iônicos de todas as células do organismo, constitui o chamado corpo bioeletromagnético.
Esse corpo funciona como um envelope de energia estruturada que envolve e interpenetra a matéria física.
Na clínica integrativa, esse campo eletromagnético é o alvo direto de terapias baseadas na imposição de mãos, tais como o passe magnético, o reiki e o toque terapêutico, práticas cujas origens remontam à sabedoria ancestral de diversos povos e aos ensinamentos cristãos.
Ao realizar a imposição de mãos, o terapeuta atua reorganizando e harmonizando as linhas de força que envolvem o corpo do paciente.
Existe uma relação de mútua dependência entre o veículo biológico e o campo energético. Com a cessação das funções vitais e a morte do corpo biológico, o corpo bioeletromagnético extingue-se simultaneamente.
Nesse momento de transição, a consciência desliga-se do envoltório somático físico e ingressa na dimensão do espaço astral.
Na dimensão astral, a matéria é constituída por padrões vibratórios que se estendem para além do espectro magnético detectável pelos nossos sentidos físicos, caracterizando-se por emanações de natureza paramagnética.
Essa realidade extrafísica possui solidez e estruturação molecular próprias, mas opera numa faixa de frequência que transcende as três dimensões espaciais habituais, demonstrando que a vida e a consciência persistem em outros padrões de organização vibratória.
Distinção entre chacras viscerais receptores e sensor coronário
Na abordagem neurocientífica da psicocinesia, é essencial compreender a dinâmica de fluxo e direção da energia nos centros de força.
O modelo proposto pelo autor estabelece uma clara distinção funcional entre a grande maioria dos chacras viscerais e o chacra coronário (Tabela 2).
Os chacras cardíaco, gástrico, genésico, básico, frontal e laríngeo comportam-se como centros puramente receptores.
O sentido do fluxo energético nesses centros é de caráter descendente e interno: a energia bioeletromagnética origina-se na atividade geradora do sistema nervoso central, viaja pelas ramificações do sistema nervoso autônomo e alcança as vísceras através dos plexos nervosos periféricos.
O coração, por exemplo, ao ser abraçado pelo plexo nervoso cardíaco, recebe diretamente a energia proveniente do SNC, a qual se exterioriza no vórtice que forma o chacra cardíaco.
O mesmo princípio aplica-se ao chacra gástrico e ao chacra básico, este último intimamente ligado às estruturas retroperitoneais.
Esses chacras receptores não realizam a captação de forças do meio externo. Eles apenas acolhem e processam as energias geradas internamente pelo próprio sistema nervoso.
Em contrapartida, o chacra coronário opera de maneira inversa, configurando-se como o único captor ou sensor de energia externa do organismo humano.

Essa distinção funcional ocorre porque o chacra coronário está anatomicamente acoplado à glândula pineal, que funciona como um órgão sensorial especializado na detecção de campos magnéticos e energias sutis do ambiente.
Para maior compreensão do papel da glândula pineal na conexão entre mente/corpo/espírito em saúde, leia os artigos anteriores da série sobre neurociências e psicocinesia.
Enquanto as demais vísceras recebem a energia descendente do SNC, a glândula pineal capta as ondas eletromagnéticas externas e transduz esses estímulos em sinais neuroquímicos e impulsos elétricos, introduzindo-os na corrente de processamento do cérebro.
O chacra coronário é, por conseguinte, a principal porta de entrada de energia externa que conecta a biologia humana à dimensão espiritual e às forças superiores.
Clínica integrativa: desconexão espiritual, patologias segmentares e padrões de sensopercepção
A integridade do fluxo bioenergético no ser humano depende da abertura e do alinhamento do canal de captação coronário.
Quando o indivíduo desconecta-se da sintonia com Deus, da força do amor e do encontro de si na relação com a espiritualidade, o chacra coronário fecha-se ou sofre um estrangulamento de seu diâmetro vibratório.
Esse bloqueio inicial impede a captação de energia externa e gera uma irritabilidade ou desarmonia vegetativa sistêmica.
Como cada chacra gerencia o segmento físico e biológico onde está geograficamente posicionado, a perda da sintonia coronária reflete-se na falência energética dos plexos autônomos inferiores, gerando desordens clínicas segmentares específicas, descritas a seguir.
Segmento laríngeo: a desarmonia do chacra laríngeo desencadeia inflamações locais crônicas, desordens na laringe e disfunções na glândula tireoide, como a tireoidite de Hashimoto.
Segmento torácico: o comprometimento do plexo cardíaco resulta em desordens cardiovasculares de difícil controle, dores opressivas na região precordial e distúrbios respiratórios ou pulmonares.
Segmento abdominal e pélvico: a perda de estabilidade energética no plexo gástrico e nas redes viscerais pélvicas predispõe a distúrbios digestivos de difícil resolução clínica e a patologias inflamatórias como a endometriose.
Segmento da coluna e membros: o enfraquecimento do chacra básico e das redes retroperitoneais gera desordens motoras crônicas e problemas estruturais persistentes na coluna vertebral.
Afecções oncológicas e psiquiátricas: o colapso crônico do campo bioeletromagnético fragiliza a barreira biológica, abrindo caminho para o desenvolvimento de processos oncológicos, além de perturbar a química cerebral, culminando em transtornos do humor e ansiedade fóbica.
Nesse panorama de desregulação sensorial, o transtorno do espectro autista (TEA) e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) são reinterpretados no modelo aqui proposto pelo autor.
Nessa abordagem, o autismo não deve ser encarado sob a ótica clássica de um simples déficit ou incapacidade mental, mas sim como um padrão de sensoperceção alternativo e singular.
As crianças ou adultos com esse padrão captam, filtram e processam os estímulos do ambiente de forma distinta, com uma sensibilidade ampliada às frequências vibratórias circundantes.
Esse fenômeno exige que a sociedade e a medicina repensem o seu modelo assistencial. O tratamento desses pacientes não deve visar à sua normalização forçada em padrões cognitivos rígidos, mas sim à valorização de sua singularidade perceptual.
O resgate do equilíbrio dessas mentes sensíveis depende da construção de ambientes que cultivem a paz, o acolhimento afetivo e o amor essencial, estabilizando as oscilações do seu biocampo.
Integração sensório-motora e limites temporais de perceção
A complexidade da relação entre a mente e a biologia celular também pode ser observada nos limites biológicos da sensoperceção e da execução motora rápida.
Um exemplo clássico e ilustrativo do funcionamento do sistema nervoso envolve o célebre episódio ocorrido no Grande Prêmio do Brasil em 2002, quando Pelé foi convidado a dar a bandeirada de encerramento da corrida.
Ao avistar o carro de Michael Schumacher aproximando da reta de chegada, Pelé olhou momentaneamente para trás para se posicionar adequadamente. Contudo, nesse breve lapso de tempo, os carros passaram tão rápido que, ao retornar o olhar para a pista, a oportunidade da bandeirada já havia passado, tendo os batedores cruzado a linha de chegada sem que ele conseguisse registrar ou reagir visualmente ao momento exato da passagem.
Esse evento exemplifica a latência inerente às vias de processamento sensório-motor do corpo físico.
O tempo necessário para que um estímulo visual de alta velocidade percorra as vias aferentes, seja interpretado no córtex sensorial e resulte em uma ação eferente motora planejada (o movimento do braço com a bandeira) possui limitações físicas e neurobiológicas intransponíveis.
Na ótica da psicocinesia, esse exemplo ilustra que a mente e a intenção operam em uma velocidade vibratória que ultrapassa as barreiras e as limitações do aparelho neuromuscular físico.
Enquanto a consciência transita instantaneamente por dimensões sutis, o corpo biológico está sujeito à inércia tridimensional, demonstrando que as perturbações no biocampo podem ocorrer muito antes de se manifestarem fisicamente no sistema nervoso periférico.
Acústica universal e a terapia vibracional dos plexos
Outro componente essencial da abordagem proposta pelo autor, é a relação entre a acústica universal e o equilíbrio dos plexos orgânicos.
A radiação de fundo do universo, constituída por correntes contínuas de energia e matéria escura que permeiam o cosmo, propaga-se por meio de manifestações de ondas que seguem as leis da acústica física.
O universo é, em sua essência, um campo vibratório harmônico estruturado sob as leis do som.
Esse princípio físico justifica o porquê de as civilizações ancestrais utilizarem sons e cantos sagrados como ferramentas eficazes de intervenção terapêutica.
O som atua diretamente sobre os campos eletromagnéticos dos plexos nervosos autônomos.
Na clínica integrativa, a aplicação direcionada de vibrações sonoras promove o reordenamento de energia em segmentos desarmonizados, como descrito a seguir.
Vibração no plexo cardíaco: sons harmônicos direcionados a essa região têm a capacidade de promover luz no chacra cardíaco, equilibrando emoções instáveis, centralizando o tônus neurovegetativo e trazendo sabedoria ao campo afetivo do paciente.
Vibração no plexo gástrico: a estimulação acústica adequada atua harmonizando as redes do sistema nervoso autônomo associadas ao estômago e órgãos digestivos, acalmando a hiperatividade do sistema simpático e restaurando a homeostase metabólica.
Conclusões clínicas e recomendações transdisciplinares
O estudo sobre neurociência e psicocinesia aqui apresentado oferece aos profissionais da área de saúde uma fundamentação científica sólida para a prática da medicina integrativa.
Compreender que os chacras são a expressão bioeletromagnética dos plexos nervosos autônomos e descentralizados permite que o clínico atue nas causas primárias das patologias e não apenas em seus sintomas moleculares periféricos.
Diante de quadros de difícil manejo clínico, recomenda-se que os profissionais de saúde realizem uma avaliação transdisciplinar, integrando o diagnóstico-padrão neurológico à análise da estabilidade energética dos biocampos.
O restabelecimento da saúde integral do paciente requer a reabertura do canal coronário, o que se alcança auxiliando o indivíduo a reconectar-se com a espiritualidade, com a força do amor e com a harmonia das leis acústicas da natureza.
A imposição de mãos e a terapia sonora surgem, portanto, não apenas como aplicações metafísicas, mas também como intervenções físicas e biofísicas de regulação sobre o corpo bioeletromagnético humano.
Nota: artigo elaborado com base na série online Neurociências – Psicocinesia e DNA, ministrada pelo Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, em 2025. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=4R7m7VfRK8k&t=5s.
Dr. Sérgio Felipe de Oliveira – Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP, com mestrado em Ciências, pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, nas áreas de Anatomia, Neuroanatomia e Ultraestrutura Cerebral. Palestrante convidado por instituições de renome e prestigiadas universidades, em diversos países das Américas e Europa. Professor convidado do Curso de Especialização – Teoria e Técnicas em Cuidados Integrativos, do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia, da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. Diretor clínico do Instituto Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, onde atua como clínico-geral e desenvolve estudos e projetos de pesquisas associando conceitos de psicologia, psiquiatria, biofísica, biologia e espiritualidade.
Referências bibliográficas
Oliveira, Sérgio Felipe de. Estudo da estrutura da glândula pineal humana empregando métodos de microscopia de luz, microscopia eletrônica de varredura, microscopia de varredura por espectrometria de raio-X e difração de raio-X. BDTD. 1998. Disponível em https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/USP_c51a50e240def95ab7d32e4906a51eb1. Acesso em 5 de maio de 2026.
Oliveira, Sérgio Felipe de. Fenomenologia Orgânica e Psíquica da Mediunidade. Curso Mediúnico 2004 – Apostila 16. Disponível em https://larbomrepouso.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SERGIO-FELIPE-DE-OLIVEIRA-FENOMENOLOGIA-ORGANICA-E-PSIQUICA-DA-MEDIUNIDADE.pdf. Acesso em 7 de julho de 2026.
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Neurociências – Conexão, poder e vida. Uniespírito. Disponível em https://uniespirito.com.br/neurociencias-conexao-poder-e-vida/. Acesso em 5 de maio de 2026.