O câncer de endométrio é atualmente um dos tumores ginecológicos mais prevalentes no mundo, especialmente em países com maior expectativa de vida e maior incidência de obesidade, fatores que contribuem diretamente para o aumento da exposição estrogênica ao longo da vida.
Trata-se de uma neoplasia que se origina no revestimento interno do útero, o endométrio, e que apresenta, na maioria dos casos, diagnóstico precoce devido ao sintoma mais comum: o sangramento uterino anormal, particularmente após a menopausa (Clarke et al., 2018).
A oncologia moderna descreve o câncer de endométrio como uma doença heterogênea, com múltiplos subtipos histológicos e moleculares, cada um com comportamentos clínicos distintos.
Nos últimos anos, avanços significativos na compreensão genética e imunológica desses tumores permitiram o desenvolvimento de terapias mais direcionadas, como imunoterapia e terapias hormonais específicas.
Entretanto, apesar desses avanços, cresce o interesse em integrar abordagens complementares que possam auxiliar no manejo dos sintomas, na qualidade de vida e no equilíbrio geral do organismo durante o tratamento.
Nesse contexto, a medicina tradicional chinesa (MTC) surge como uma área de grande relevância, por ser um campo complementar que oferece uma visão holística do processo saúde-doença (Concin et al., 2025).
Câncer de endométrio na visão da medicina tradicional chinesa
A medicina tradicional chinesa é um sistema médico milenar, com mais de 2.500 anos de história, baseado em princípios filosóficos como yin-yang, Qi, Xue (sangue), Jing (essência), Shen (mente) e nos sistemas de órgãos Zang-Fu.
Diferentemente da medicina ocidental, que se fundamenta na anatomia e fisiologia modernas, a MTC interpreta o corpo humano como um sistema integrado de fluxos energéticos, em que a saúde depende do equilíbrio dinâmico entre forças opostas e complementares (Lu, Broaddus, 2020).
Na medicina tradicional chinesa, o câncer de endométrio aparece como uma manifestação de desequilíbrios internos profundos, frequentemente relacionados a estagnação de Qi e Xue, acúmulo de umidade e fleuma, deficiência de Qi do baço, deficiência de yin do rim e distúrbios do fígado, especialmente no que diz respeito à regulação do fluxo de Qi e do sangue.
Assim, ao analisar o câncer de endométrio sob a perspectiva da MTC, é possível compreender como fatores emocionais, dietéticos, ambientais e constitucionais podem contribuir para o surgimento e progressão da doença (Morice et al., 2016).
A integração entre oncologia moderna e medicina tradicional chinesa tem sido objeto de crescente interesse científico, especialmente em países asiáticos, onde a prática combinada dessas duas abordagens é comum em hospitais universitários.
Estudos observacionais e ensaios clínicos têm investigado o papel da acupuntura, fitoterapia chinesa, dietoterapia e práticas corporais como Qi gong e tai chi chuan no manejo de sintomas relacionados ao câncer e ao tratamento oncológico, como fadiga, náuseas, dor pélvica, ansiedade, insônia e efeitos colaterais de quimioterapia e radioterapia (Staropoli et al., 2023).
Embora a MTC não seja considerada um tratamento curativo para o câncer de endométrio, ela pode oferecer suporte importante ao bem-estar físico e emocional, além de contribuir para a regulação hormonal, melhora da circulação sanguínea e redução de processos inflamatórios, aspectos que se relacionam com mecanismos fisiológicos reconhecidos pela medicina ocidental (Makker et al., 2022).
Para compreender a relação entre câncer de endométrio e MTC, é necessário primeiro contextualizar a doença na perspectiva biomédica.
Esse tipo de câncer é classificado em dois grandes grupos: o tipo I, geralmente associado à hiperplasia endometrial e ao excesso de estrogênio, e o tipo II, mais agressivo, não relacionado à exposição estrogênica e frequentemente associado a mutações como TP53.
Fatores de risco incluem obesidade, síndrome metabólica, diabetes, menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, uso de estrogênio sem progesterona e predisposição genética, como mutações em genes de reparo de DNA (síndrome de Lynch) – (León-Castillo et al., 2020).
O tratamento-padrão envolve cirurgia, geralmente histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral, podendo incluir linfadenectomia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal, dependendo do estágio e subtipo tumoral.
A sobrevida é alta nos estágios iniciais, mas diminui significativamente em casos avançados ou agressivos (Talhouk, McAlpine, 2016).
Na medicina tradicional chinesa, o útero é denominado “bao gong” e está intimamente relacionado aos rins, ao fígado e ao baço. O rim armazena o Jing, essencial para a reprodução e para o ciclo menstrual. O fígado regula o fluxo de Qi e armazena o sangue. O baço transforma alimentos em Qi e Xue, sendo responsável por manter o sangue dentro dos vasos.
Quando esses sistemas estão desequilibrados, surgem padrões patológicos que podem predispor ao desenvolvimento de massas abdominais, sangramentos irregulares e dor pélvica (Colombo et al., 2016).
A MTC descreve tumores como “Zheng Jia” (massas fixas e dolorosas) ou “Ji Ju” (massas móveis), frequentemente associados à estagnação de Qi e sangue, acúmulo de fleuma e calor tóxico.
No caso do câncer de endométrio, padrões comuns incluem estagnação de Qi do fígado, deficiência de Qi do baço com acúmulo de umidade, deficiência de yin do rim com calor vazio, estase de sangue no útero e invasão de calor tóxico.
Esses padrões não são diagnósticos biomédicos, mas descrições energéticas que orientam o tratamento dentro da lógica da medicina tradicional chinesa (Crosbie et al., 2022).
Fitoterapia chinesa em tratamentos ginecológicos
A fitoterapia chinesa é uma das principais ferramentas terapêuticas da MTC e possui longa tradição no tratamento de distúrbios ginecológicos.
Fórmulas clássicas como Gui Zhi Fu Ling Wan, Shao Fu Zhu Yu Tang, Wen Jing Tang e Ba Zhen Tang são frequentemente utilizadas para regular o fluxo de sangue, dispersar estagnações, nutrir o yin e fortalecer o Qi.
Em casos de tumores, ervas com propriedades de “quebrar estase” e “eliminar toxinas” são adicionadas, como Bai Hua She She Cao, Ban Zhi Lian, Shan Ci Gu e Zhe Bei Um (Urick, Bell, 2019).
Estudos modernos têm investigado os efeitos farmacológicos dessas ervas, identificando propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, imunomoduladoras e até mesmo citotóxicas contra células tumorais em modelos experimentais.
No entanto, é fundamental destacar que o uso de fitoterapia chinesa deve ser supervisionado por profissionais qualificados, especialmente em pacientes oncológicos, devido ao risco de interações medicamentosas e efeitos adversos (León-Castillo et al., 2020).
Acupuntura no tratamento complementar de câncer
A acupuntura, outra prática fundamental da medicina tradicional chinesa, tem sido amplamente estudada no contexto oncológico.
Embora não trate o tumor diretamente, ela pode ajudar a aliviar sintomas como dor pélvica, ansiedade, insônia, ondas de calor, fadiga e náuseas.
Pontos como Sanyinjiao (BP6), Guanyuan (RM4), Qihai (RM6), Zigong (EX-CA1), Taichong (F3) e Zusanli (E36) são frequentemente utilizados em protocolos ginecológicos (Kommoss et al., 2018).
A estimulação desses pontos pode modular o sistema nervoso autônomo, liberar neurotransmissores, reduzir inflamação e melhorar a circulação sanguínea, mecanismos reconhecidos pela neurociência moderna.
Em pacientes com câncer de endométrio, a acupuntura pode ser especialmente útil durante o tratamento adjuvante, ajudando a reduzir efeitos colaterais de terapias hormonais e quimioterápicas, além de contribuir para o equilíbrio emocional, frequentemente abalado pelo diagnóstico e pelo impacto do tratamento (Gadducci, Cosio, 2021).
Práticas corporais: Qi gong e tai chi chuan
Além da fitoterapia e da acupuntura, práticas corporais como Qi gong e tai chi chuan desempenham papel importante na promoção da saúde e na recuperação de pacientes oncológicos.
Essas práticas combinam movimentos suaves, respiração profunda e concentração mental, promovendo relaxamento, redução do estresse, melhora da função imunológica e aumento da vitalidade.
Estudos mostram que exercícios de mente-corpo podem reduzir a fadiga relacionada ao câncer, melhorar a qualidade do sono e diminuir sintomas de ansiedade e depressão.
No contexto do câncer de endométrio, essas práticas podem auxiliar na recuperação pós-cirúrgica, na regulação hormonal e na manutenção do peso corporal, fator crucial para prevenção de recorrência (McAlpine et al., 2016).
A integração entre oncologia moderna e medicina tradicional chinesa também envolve aspectos emocionais e psicossociais.
A MTC reconhece que emoções intensas e prolongadas podem causar desequilíbrios energéticos que afetam diretamente os órgãos internos.
No caso do câncer de endométrio, emoções como tristeza profunda, frustração, raiva reprimida e preocupação excessiva podem contribuir para padrões de estagnação de Qi do fígado e deficiência de Qi do baço.
A medicina ocidental, por sua vez, reconhece que fatores emocionais influenciam o sistema imunológico, o comportamento hormonal e a adesão ao tratamento.
Assim, abordagens integrativas que consideram o bem-estar emocional podem oferecer benefícios significativos às pacientes (Yasuda, 2024).
Dietoterapia chinesa: importância da alimentação personalizada
Outro ponto relevante é a dietoterapia chinesa, que orienta escolhas alimentares de acordo com os padrões energéticos de cada indivíduo.
Para pacientes com câncer, recomenda-se evitar alimentos que gerem umidade e fleuma, como laticínios em excesso, frituras, açúcar refinado e alimentos muito frios.
Alimentos que fortalecem o baço, nutrem o sangue e regulam o Qi, como grãos integrais, legumes, verduras cozidas, gengibre, inhame, feijão azuki e chás suaves, são frequentemente recomendados.
A medicina ocidental também reconhece a importância da alimentação no câncer de endométrio, especialmente no controle do peso, da glicemia e da inflamação sistêmica.
Assim, a dietoterapia chinesa pode interagir com recomendações nutricionais modernas, desde que adaptada às necessidades individuais e supervisionada por profissionais capacitados (Brooks et al., 2019).
Integração e multidisciplinaridade
A integração entre medicina tradicional chinesa e oncologia moderna, no entanto, exige cautela.
Embora muitos estudos apontem benefícios da MTC como terapia complementar, ainda há necessidade de pesquisas mais consistentes, especialmente ensaios clínicos randomizados, para avaliar a eficácia e segurança de determinadas ervas e protocolos.
Além disso, é fundamental evitar interpretações equivocadas que levem pacientes a abandonar tratamentos convencionais. A MTC deve ser vista como aliada, não como substituta da medicina baseada em evidências.
A comunicação clara entre oncologistas, ginecologistas e profissionais de MTC é essencial para garantir um cuidado seguro e integrado (Farajimakin, 2024).
Do ponto de vista histórico, a medicina tradicional chinesa sempre atribuiu grande importância à saúde ginecológica.
Textos clássicos como o Huangdi Neijing e o Jingui Yaolue descrevem detalhadamente padrões relacionados ao útero, ao ciclo menstrual e às doenças femininas.
Embora esses textos não mencionem câncer de forma explícita, descrevem massas abdominais, sangramentos anormais e infertilidade, condições que hoje podem ser correlacionadas a doenças como miomas, endometriose e até neoplasias.
A visão holística da MTC, que considera corpo, mente e ambiente como partes inseparáveis, oferece uma perspectiva complementar à abordagem biomédica, que se concentra em mecanismos celulares e moleculares (Raffone et al., 2019).
No campo da pesquisa contemporânea, cresce o interesse em estudar compostos bioativos presentes em ervas chinesas utilizadas tradicionalmente no tratamento de tumores ginecológicos.
Substâncias como berberina, curcumina, ginsenosídeos, flavonoides e polissacarídeos têm demonstrado efeitos promissores em modelos experimentais, incluindo indução de apoptose, inibição de angiogênese, modulação do microambiente tumoral e redução de inflamação.
Embora esses achados sejam preliminares, eles sugerem que a MTC pode contribuir para o desenvolvimento de novas terapias oncológicas no futuro (Farajimakin, 2024).
A discussão sobre câncer de endométrio e medicina tradicional chinesa também envolve aspectos culturais e sociais.
Em muitos países, especialmente na Ásia, a MTC é parte integrante do sistema de saúde e amplamente aceita pela população.
No Ocidente, cresce o interesse por práticas integrativas, mas ainda há desafios relacionados à regulamentação, formação profissional e integração com a medicina convencional.
Pacientes frequentemente buscam terapias complementares para lidar com sintomas, melhorar a qualidade de vida e sentir maior controle sobre o processo de adoecimento.
Assim, compreender a MTC dentro de um contexto cultural mais amplo é fundamental para oferecer um cuidado sensível e centrado na paciente (Yasuda, 2024).
Outro aspecto importante é a prevenção. A MTC enfatiza a prevenção como pilar central da saúde, buscando manter o equilíbrio do organismo antes que a doença se manifeste.
No caso do câncer de endométrio, estratégias preventivas incluem manutenção do peso adequado, alimentação equilibrada, manejo do estresse, prática regular de exercícios e regulação do ciclo menstrual.
A medicina ocidental também reconhece esses fatores como fundamentais para reduzir o risco da doença.
Assim, a integração entre ambas as abordagens pode fortalecer estratégias preventivas mais amplas e eficazes (Urick, Bell, 2019).
A espiritualidade e o significado pessoal da doença também são temas relevantes. A MTC considera que o Shen, ou mente-espírito, desempenha papel central na saúde.
O diagnóstico de câncer frequentemente desencadeia crises emocionais profundas, levando pacientes a questionarem sua identidade, propósito e relações.
Abordagens integrativas que incluem práticas meditativas, respiração consciente e apoio emocional podem ajudar a paciente a lidar com o impacto psicológico da doença.
A medicina ocidental reconhece cada vez mais a importância do aspecto emocional e espiritual no tratamento oncológico, especialmente em cuidados paliativos e casos de sobrevivência ao câncer (Gadducci, Cosio, 2021).
A integração entre MTC e oncologia moderna também pode contribuir para a humanização do cuidado. Em um cenário onde tratamentos são cada vez mais tecnológicos e complexos, a MTC oferece uma abordagem que valoriza a escuta, o toque, o tempo dedicado à consulta e a compreensão do paciente como um ser integral.
Essa dimensão humana pode fortalecer a relação terapêutica e melhorar a experiência da paciente durante o tratamento (Farajimakin, 2024).
A discussão sobre câncer de endométrio e medicina tradicional chinesa aponta para a necessidade de uma medicina verdadeiramente integrativa, que una o melhor da ciência moderna com práticas tradicionais seguras e baseadas em evidências.
A oncologia contemporânea reconhece que o tratamento do câncer vai além da eliminação do tumor. Envolve cuidar da pessoa em sua totalidade, incluindo corpo, mente, emoções e contexto social.
A medicina tradicional chinesa, com sua visão holística e suas ferramentas terapêuticas diversas, pode desempenhar papel importante nesse processo, desde que integrada de forma responsável, ética e baseada em conhecimento científico.
Mari Uyeda – Professora Assistente da Saint Francis University, Pensilvânia/EUA e estudante de Medicina – UNE.
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