Nova medicina germânica: aplicações e funcionalidades das cinco leis de Hamer

A nova medicina germânica tem como base os descobrimentos médicos de Ryke Geerd Hamer.

Ele enunciou cinco leis biológicas que explicam as causas, o desenvolvimento e a cura natural das enfermidades, segundo princípios biológicos universais.

O enunciado das cinco leis biológicas elaboradas por Hamer tem como alicerce as ciências básicas.

Os conceitos que fundamentam a nova medicina germânica assentam-se sobre um conhecimento dinâmico e diferenciado dos postulados da biologia, por meio da embriologia, histologia, patogenia, ontogenia, filogenia e mesmo da epigenética, que nos levam a reconhecer que a natureza opera de acordo com uma funcionalidade lógica.

A nova medicina germânica é, portanto, uma ciência rigorosa baseada em cinco leis da natureza, de cunho estritamente científico.

Todo o conhecimento por ela transmitido pode ser utilizado de modo objetivo e ao mesmo tempo explorando a subjetividade que existe em cada ser humano.

Cinco leis em oito passos

Para que se possa ter uma visão funcional e prática dos paradigmas da nova medicina germânica, são apresentados, a seguir, oito passos que abordam as leis de Hamer de forma reversa, ou seja, da quinta lei para a primeira, de maneira a percorrer um raciocínio que parte do conceito geral para outros específicos.

1º passo – quinta lei: todos os programas biológicos da natureza são sensatos e sempre têm um sentido, sendo que a “doença” é parte de um processo com intenção de preservação da vida.

A chamada quintessência, a que se refere a quinta lei, tem como característica a transcendência, que se expressa como evolução, presunção e adaptação dos seres vivos para aprimoramento e sobrevivência. É nesse sentido que a natureza se expressa.

2º passo – quarta lei: os microrganismos não atuam de forma independente em relação aos hospedeiros, mas simbiótica. São sensatamente controlados pelo cérebro do indivíduo que os abriga, com funções específicas e precisas em relação aos diversos tecidos orgânicos.

Na nova medicina germânica, a ontogênese dos microrganismos apresenta-se, portanto, de maneira bem diferente daquela trazida por Pasteur, que os considera associados a processos de infectividade, contaminação e causalidade de doenças.

Exemplo: durante a fase de cura de um processo de adoecimento, as células adicionais (o tumor) que foram criadas pelo organismo para atender a um propósito biológico específico, determinado pela natureza, serão decompostas com a ajuda de microrganismos especializados (fungos e micobactérias).

3º passo – terceira lei: esse passo revoluciona o método de diagnóstico convencional, estabelecendo a relação entre as partes afetadas do organismo com sua origem embrionária e inervação, ou seja, áreas de comando cerebral de acordo com uma fisiologia especial.

A terceira lei, que apresenta a ontogênese dos folhetos embrionários e tecidos, possibilita uma recapitulação da filogênese.

Isso significa que o sintoma apresentado pelo paciente permite identificar o tipo de tecido envolvido (endoderma, mesoderma e ectoderma), sendo que cada tecido corresponde a uma função específica com comportamento específico.

O endoderma, o mesoderma e o ectoderma expressam a evolução desde os seres mais rudimentares e unicelulares, que viviam em ambiente marinho, até o ser humano, com toda sua complexidade que envolve os sentidos, a comunicação, a sociabilidade e diversas outras características evolutivas.

4º passo – segunda lei: quando um indivíduo vivencia um conflito, desencadeiam-se em seu organismo reações biológicas previstas e padronizadas pela natureza.

O corpo, então, perfaz um caminho que se desdobra em duas etapas: a primeira ocorre no período de duração do conflito e, por isso, é chamada de “fase ativa do conflito”. A segunda acontece depois que o conflito é solucionado e finalizado, sendo então denominada como “fase de pós-conflito” ou “fase de cura”.

A segunda lei demonstra, portanto, que todo e qualquer tipo de adoecimento apresenta um desenvolvimento bifásico.

O processo inicia-se quando o estado de normotonia é interrompido pelo conflito biológico.

Durante a fase ativa do conflito, o organismo é tomado pela simpaticotonia (sistema nervoso simpático), com manifestações clínicas características dessa etapa, até que ele seja solucionado.

A partir daí, tem início a fase de pós-conflito (fase de cura), que é marcada pela vagotonia, também com suas manifestações clínicas e sintomas específicos.

A fase de pós-conflito, por sua vez, divide-se em duas subfases, que são separadas por uma epicrise, momento em que há um retorno da simpaticotonia, com um ápice no agravamento das manifestações clínicas.

Enquanto o conflito biológico não for solucionado, o organismo mantém-se em fase ativa.

Se o indivíduo já estiver na fase de cura, mas for surpreendido por uma nova situação que realimente o conflito ou desencadeie um novo conflito, essa etapa não se conclui e o organismo retorna a uma fase ativa.

A segunda lei permite, portanto, identificar como transcorre todo o processo biológico do organismo em sua busca por retornar a um estado de manutenção de sua integridade e sobrevivência.

Esse processo, que é uma expressão natural de resposta do corpo, inclui uma etapa determinada que na medicina convencional costuma receber o nome de “doença”.

5º passo – primeira lei: diante da existência de um fenômeno vivenciado pelo indivíduo como um conflito, ocorrem alterações simultâneas ao nível de sua psique, de seu cérebro e do órgão, sistema ou função correspondente àquela área de comando cerebral ativada.

Esse é o momento em que o cérebro envia sinais para o órgão/sistema que melhor se adapta à resposta adequada ao tipo de conflito vivenciado pelo indivíduo, sempre em correlação direta com o tipo de tecido presente na área específica do cérebro e no órgão, segmento ou função associada (ou seja, se é de origem endodérmica, mesodérmica ou ectodérmica).

Exemplo: órgãos e tecidos derivados do endoderma, que é o folheto embrionário mais antigo e primário no curso da evolução, estão relacionados aos conflitos biológicos mais básicos e remotos dos seres vivos, como aqueles que afetam as funções de respiração (pulmões), alimentação (sistema digestivo) e reprodução (útero e próstata).

A primeira lei, que também é denominada lei férrea, estabelece assim a simultaneidade entre a percepção da psique, a área de comando cerebral e o órgão onde se dispara a síndrome.

A resposta biológica especial de cada organismo depende sempre da percepção subjetiva do indivíduo em relação ao conflito vivenciado. Por isso, traz sinais e sintomas que, muitas vezes, são mais importantes do que o próprio evento que desencadeou o conflito.

Do ponto de vista funcional, o acesso à psique exige a aplicação, por parte do profissional de saúde, não só de ferramentas técnicas como também de qualidades humanísticas.

6º passo – essa é a etapa que transforma esse processo num método de verificação, em que as leis auxiliam a estabelecer o diagnóstico de forma precisa e o prognóstico, viabilizando tratamentos diversos.

Esse método possibilita, principalmente, trazer ao paciente o conhecimento sobre seu próprio estado, dando a ele a oportunidade de atuar como sujeito no processo de forma consciente.

7º passo – as leis biológicas não são uma forma de terapia ou método de cura. Elas servem para compreensão e discernimento, uma vez que a cura é um processo inerente à própria natureza.

Esse passo permite tornar habitual a percepção da realidade sobre o binômio saúde/doença em toda a sua complexidade, ajudando na decodificação e detalhamento daquilo que nem sempre está aparente ou corresponde ao senso comum. Portanto, proporciona autoconhecimento e evolução.

8º passo – é a integração progressiva dos paradigmas da nova medicina germânica, tanto pelos profissionais de saúde quanto pelos pacientes, que possibilita que essa visão sobre o processo biológico torne-se natural e dinâmica, podendo ser aplicada de forma prática e funcional.

Programas biológicos com significados específicos

Diante das explicações trazidas pelas leis de Hamer, palavras como cura e doença, utilizadas pela ciência médica convencional, perdem o sentido.

Assim como os termos “bem” ou “mal”, que também estão usualmente associados à ideia de cura e doença, já que de acordo com a segunda lei essas são duas fases biológicas naturais que acontecem em todas as enfermidades.

Seja na fase ativa de conflito ou na fase de pós-conflito, há sempre a presença de sintomas que podem estar associados a algum nível de mal-estar.

Tanto as manifestações simpaticotônicas da primeira fase assim como aquelas de natureza vagotônica da segunda fase estão presentes, em maior ou menor grau, em todos os processos de adoecimento, de modo que são incompatíveis com a caracterização de bem-estar.

Mas, no sentido estrito apresentado pela nova medicina germânica, essas condições manifestam-se num outro nível de expressão, mais dinâmico e imbricado com propósitos biológicos bem definidos pela natureza, em sua busca por garantir a sobrevivência e integridade dos seres.

Nenhuma pessoa está isenta de passar por um processo biológico. Com base nesse paradigma, a cura é um processo espontâneo que está nas mãos da natureza e presente no próprio ser humano.

O ato oficial de apresentação de um diagnóstico sobre a presença ou ausência de doença, portanto, presença ou não de cura, remete o paciente ao desconhecido, caracterizando a doença numa correlação com derrota ou vitória.

Em vez de preto ou branco, há muitos tons de cinza entre esses aspectos, que determinam dinamicamente modos de a pessoa sentir-se.

A doença surge como quebra de um ponto de referência e, sem conhecimento adequado, esse fato provoca incertezas, dúvidas e medo no indivíduo que está passando pelo processo.

Essa situação fortalece-se ainda mais diante de uma medicina defensiva, que se instrumentaliza com “armas tecnológicas” num combate ao “inimigo”.

O método de Hamer e as cinco leis biológicas não são curas. A cura é sempre espontânea, embora as intervenções sejam importantes e essenciais quando existem complicações, que também são previsíveis.

A nova medicina gernânica ocupa-se em conhecer, acompanhar e otimizar o que é planejado dentro dos programas biológicos instituídos pela própria natureza.

Assim, é possível haver curas sintomáticas ou até mesmo terapias causais (ou seja, formas de tratamento que desencadeiam ou realimentam conflitos na pessoa).

E é em relação a essa nova abordagem que a nova medicina germânica tem muito a contribuir.

Uma boa definição da nova medicina é a de que se trata de um método que demonstra quadros etiológicos com precisão, bem como prognósticos.

Sua prática exerce um efeito acolhedor, que pode diminuir ou mesmo apagar o medo do paciente e, consequentemente, a ideia de malignidade.

Dessa forma, ao invés de cura, pode-se ter em mente a perspectiva de um convívio adequado com programas biológicos que estão sempre ativos de alguma maneira.

Esses, por sua vez, é que manifestam eventualmente o que podemos entender como cura, a qual pertence à natureza, no seu processo e execução.


Dr. Maurílio Brandão – Médico homeopata, acupunturista, especialista em medicina ortomolecular e medicina integrativa e praticante e divulgador da nova medicina germânica no Brasil.