As glândulas salivares são estruturas fundamentais para a manutenção da saúde bucal, digestiva e sistêmica.
Embora muitas vezes lembradas apenas como produtoras de saliva, elas desempenham papéis muito mais amplos, influenciando desde a imunidade até a comunicação social.
Na medicina ocidental, essas glândulas são estudadas em detalhes anatômicos, fisiológicos e bioquímicos, com foco em sua função secretora, nos mecanismos de controle neural e hormonal e nas patologias que podem afetá‑las.
Já na medicina oriental, especialmente na medicina tradicional chinesa (MTC), as glândulas salivares são compreendidas dentro de um sistema energético mais amplo, relacionado ao rim, ao baço, ao estômago e ao equilíbrio entre Yin e Yang (Proctor e Shaalan, 2021).
Anatomia e fisiologia das glândulas salivares na medicina ocidental
A medicina ocidental descreve três pares principais de glândulas salivares, parótidas, submandibulares e sublinguais, além de centenas de glândulas menores distribuídas por toda a mucosa oral, que juntas garantem a produção contínua de saliva necessária para a manutenção da saúde bucal e digestiva (Proctor e Shaalan, 2021).
As glândulas parótidas, localizadas à frente das orelhas, são as maiores e produzem predominantemente saliva serosa, rica em enzimas como a amilase salivar, responsável por iniciar a digestão dos carboidratos ainda na boca (Proctor e Shaalan, 2021).
Já as glândulas submandibulares, situadas abaixo da mandíbula, secretam uma saliva mista, contendo componentes serosos e mucosos. Por isso, são as principais responsáveis pela saliva basal, aquela que mantém a boca naturalmente úmida durante o repouso (Proctor e Shaalan, 2021).
As glândulas sublinguais, localizadas sob a língua, produzem uma saliva majoritariamente mucosa, essencial para a lubrificação da cavidade oral, facilitando a fala, a mastigação e a deglutição (Proctor e Shaalan, 2021).
Do ponto de vista biomédico, a saliva é um fluido altamente complexo, composto por água, eletrólitos, proteínas, enzimas digestivas, imunoglobulinas e fatores de crescimento (Villa et al., 2014).
Essa composição multifuncional permite que ela desempenhe papéis fundamentais, como lubrificar a mucosa oral, iniciar a digestão dos alimentos, exercer proteção antimicrobiana, neutralizar ácidos produzidos por bactérias, promover a remineralização dentária, facilitar a fala e contribuir para o equilíbrio da microbiota oral (Dawes, 2008).
Além dessas funções fisiológicas, a saliva tem ganhado destaque como ferramenta diagnóstica, já que contém biomarcadores capazes de indicar doenças sistêmicas, alterações hormonais e infecções virais ou bacterianas, tornando-se um recurso valioso na medicina preventiva e na pesquisa clínica (Villa et al., 2014).
A regulação da secreção salivar ocorre principalmente por meio do sistema nervoso autônomo.
A estimulação parassimpática promove a produção de grandes volumes de saliva aquosa, clara e fluida, ideal para hidratação e digestão inicial (Dawes, 2008).
Em contraste, a ativação simpática resulta em uma saliva mais espessa e rica em proteínas, adequada para situações de estresse ou alerta, quando o organismo prioriza funções de defesa (Villa et al., 2014).
Além do controle neural, fatores hormonais também influenciam a composição da saliva: hormônios como aldosterona e cortisol e os hormônios tireoidianos modulam a quantidade de eletrólitos, de proteínas e até o volume secretado, demonstrando que as glândulas salivares respondem tanto a estímulos imediatos quanto a condições sistêmicas mais amplas (Villa et al., 2014).
Glândulas salivares na medicina tradicional chinesa
Na medicina tradicional chinesa, as glândulas salivares não são vistas como estruturas isoladas, mas como expressões diretas da energia dos órgãos internos.
Em MTC, a saliva é dividida em dois tipos: saliva fina (Xian) e relacionada ao baço e ao estômago, e saliva espessa (Tuo) e associada ao rim.
Essa diferenciação reflete a ideia de que a qualidade dos fluidos corporais revela o estado energético do organismo (Atkinson e Fox, 1992).
O rim, responsável por armazenar a essência vital (Jing), ligada à longevidade, crescimento e regeneração, manifesta sua força por meio da saliva espessa (Davies et al., 2002).
Quando o Jing é abundante, a saliva Tuo é nutritiva e protetora. Quando está enfraquecido, surgem boca seca, sensação de calor, perda de vitalidade e sinais de envelhecimento precoce (Davies et al., 2002).
Já o baço, encarregado da transformação dos alimentos em energia vital (Qi) e sangue (Xue), produz a saliva fina. Quando sua energia está debilitada, a produção de saliva diminui, levando a boca seca após as refeições, fadiga pós-prandial, língua pálida e digestão lenta (Davies et al., 2002).
O estômago, considerado o “mar dos alimentos”, também influencia a qualidade dos fluidos: calor excessivo pode gerar saliva espessa, pegajosa ou com odor forte (Davies et al., 2002).
A saliva, por natureza, é um fluido Yin, refrescante e umedecedor. Quando o Yin está deficiente, aparecem boca seca, língua vermelha, sede intensa e calor interno.
Já a deficiência de Yang tende a provocar salivação excessiva, sensação de frio, cansaço e digestão lenta.
Assim, a fisiologia salivar, na MTC, é entendida como um reflexo direto do equilíbrio entre Yin e Yang e da vitalidade dos órgãos internos (Yoshizawa et al., 2013).
Conexões entre fisiologia e energia
A integração entre a medicina tradicional chinesa e a biomedicina revela paralelos interessantes sobre a produção e a função da saliva (Villa e Abati, 2011).
Do ponto de vista neurofisiológico, sabe‑se que o estresse ativa o sistema nervoso simpático, reduzindo a salivação, enquanto o relaxamento estimula o sistema parassimpático e aumenta a produção salivar (Villa e Abati, 2011).
A MTC descreve um fenômeno semelhante ao afirmar que emoções como preocupação e medo afetam o baço e o rim, diminuindo os fluidos corporais.
Assim, ambas as abordagens concordam que situações de estresse levam à boca seca, enquanto estados de tranquilidade favorecem a salivação (Villa e Abati, 2011).
No campo da imunidade, a biomedicina identifica na saliva componentes como IgA, lisozima, lactoferrina e defensinas, substâncias essenciais para a defesa contra microrganismos (Pedersen et al., 2018).
A MTC, por sua vez, considera a saliva parte da energia defensiva (Wei Qi), que protege o organismo de invasores externos.
Embora usem linguagens diferentes, ambas reconhecem a saliva como um elemento fundamental da proteção corporal (Pedersen et al., 2018).
Quanto ao envelhecimento, a biomedicina relaciona a redução da produção salivar ao declínio natural da função das glândulas com o passar dos anos (Hartman et al., 2016).
A MTC interpreta esse mesmo processo como resultado do enfraquecimento do Jing, a essência vital armazenada no rim (Hartman et al., 2016).
Em ambos os casos, a diminuição da saliva é vista como um marcador de desgaste fisiológico (Pedersen et al., 2018).
Por fim, no processo digestivo, a biomedicina destaca o papel da amilase salivar na quebra inicial dos carboidratos.
A MTC, de forma complementar, afirma que a Xian auxilia o baço na transformação dos alimentos, reforçando a ideia de que a digestão começa na boca (Delporte e Steinfeld, 2006).
Dessa forma, as duas medicinas, apesar de utilizarem modelos conceituais distintos, convergem na compreensão da saliva como um fluido essencial para a regulação emocional, a defesa do organismo, o envelhecimento e a digestão (Delporte e Steinfeld, 2006).
Patologias das glândulas salivares
As manifestações clínicas relacionadas à saliva podem ser compreendidas tanto pela biomedicina quanto pela medicina tradicional chinesa, revelando interpretações distintas, porém complementares (Jensen et al., 2019).
A xerostomia, ou boca seca, é explicada no Ocidente como consequência de fatores como uso de medicamentos, desidratação, diabetes, radioterapia e doenças autoimunes, como a Síndrome de Sjögren (Jensen et al., 2019).
Na MTC, esse mesmo sintoma é associado a padrões energéticos como deficiência de Yin, calor no estômago, deficiência de Qi do baço ou deficiência de Jing do rim, cada um refletindo desequilíbrios específicos dos órgãos e dos fluidos corporais (Jensen et al., 2019).
A sialorreia, caracterizada pela salivação excessiva, também apresenta paralelos entre as duas abordagens (Lenander-Lumikari e Loimaranta, 2000).
Na biomedicina, costuma estar ligada a refluxo gastroesofágico, gravidez, intoxicações ou distúrbios neurológicos.
Já na MTC, é interpretada como resultado de deficiência de Yang, presença de umidade interna ou frio afetando o baço, condições que dificultam a transformação e o transporte dos fluidos (Lenander-Lumikari e Loimaranta, 2000).
No caso das inflamações e infecções das glândulas salivares, a biomedicina descreve quadros como sialoadenites bacterianas ou virais, cálculos salivares e obstruções dos ductos (Aliko et al., 2015).
A MTC, por sua vez, entende esses processos como manifestações de calor tóxico, estagnação de Qi ou fleuma‑calor, padrões que indicam acúmulo de calor e obstrução da circulação dos fluidos.
Dessa forma, embora utilizem linguagens e modelos distintos, ambas as medicinas oferecem perspectivas que se complementam na compreensão das alterações salivares (Aliko et al., 2015).
O papel das emoções nas glândulas salivares
Na medicina ocidental, considera-se que a produção de saliva é diretamente influenciada pelo sistema nervoso autônomo, que responde às emoções de forma imediata (Rose et al., 2023).
Estados de estresse, ansiedade ou medo ativam o sistema simpático, reduzindo a salivação e favorecendo a sensação de boca seca (Rose et al., 2023).
Já na medicina tradicional chinesa, cada emoção está ligada a um órgão específico: a preocupação afeta o baço, o medo atinge o rim, a raiva desequilibra o fígado e a tristeza enfraquece o pulmão.
Como na MTC baço e rim são considerados os principais responsáveis pela produção e qualidade da saliva, emoções intensas ou prolongadas acabam alterando diretamente esse processo, seja diminuindo ou desregulando a formação dos fluidos (Rose et al., 2023).
A saliva como espelho do estado geral do corpo
Na biomedicina, a saliva é vista como uma fonte rica de informações sobre o estado geral do organismo, podendo revelar níveis hormonais, marcadores inflamatórios e biomarcadores de estresse, além de indicar infecções virais e doenças metabólicas.
Já na MTC, a saliva é interpretada como um reflexo direto do equilíbrio energético interno. Sua qualidade e quantidade revelam a vitalidade do Jing, o estado do Yin, a força funcional do baço e a presença ou não de calor interno (Malfertheiner e Kemmer, 1987).
Assim, enquanto a biomedicina utiliza a saliva como ferramenta diagnóstica baseada em parâmetros bioquímicos, a MTC a interpreta como expressão da harmonia ou desarmonia dos sistemas energéticos do corpo.
Mecanismos de reparo e regeneração das glândulas salivares
Na biomedicina, o estudo da saliva avança por caminhos tecnológicos e moleculares, investigando células‑tronco salivares, mecanismos de regeneração dos ductos, terapias gênicas, fatores de crescimento e estratégias de engenharia tecidual capazes de restaurar ou substituir glândulas danificadas (Lombaert et al., 2017).
Já na MTC, o foco não está na estrutura física das glândulas, mas no restabelecimento da harmonia interna. O tratamento busca promover o fluxo adequado de Qi, nutrir o Yin, fortalecer o Jing e equilibrar o funcionamento dos órgãos responsáveis pela produção dos fluidos (Lombaert et al., 2017).
Assim, enquanto o Ocidente investe em soluções biológicas e regenerativas, o Oriente prioriza a restauração do equilíbrio energético que sustenta a vitalidade do organismo (Lombaert et al., 2017).
Fitoterapia e nutrição
Na fitoterapia ocidental, diversas plantas são utilizadas para modular a produção de saliva e promover equilíbrio digestivo e nervoso.
Entre as mais comuns estão a camomila, conhecida por seu efeito calmante; a sálvia, tradicionalmente usada para reduzir a salivação excessiva e auxiliar em inflamações bucais; o gengibre, que estimula a digestão e pode aumentar a salivação; e a hortelã, refrescante e útil para desconfortos gastrointestinais (Carpenter, 2013).
Na fitoterapia chinesa, as ervas são escolhidas de acordo com padrões energéticos específicos.
Mai Men Dong (Ophiopogon japonicus) é empregada para nutrir o Yin e umedecer a boca; Sheng Di Huang (Rehmannia glutinosa) é utilizada para resfriar o calor e preservar os fluidos; Huang Qi (Astragalus membranaceus) tonifica o Qi, fortalecendo o baço e melhorando a produção de saliva fina; enquanto Wu Wei Zi (Schisandra chinensis) ajuda a conservar o Jing e a estabilizar os fluidos corporais (Vissink et al., 1996).
A nutrição integrativa também desempenha um papel importante no equilíbrio da salivação.
Alimentos ricos em água, como frutas frescas, ajudam a hidratar e estimular a produção salivar.
Chás verdes contribuem para a proteção antioxidante e leve estimulação glandular.
Alimentos amargos, que na MTC têm a função de limpar o calor, auxiliam na regulação dos fluidos, enquanto sopas nutritivas fortalecem o baço e o estômago, promovendo uma digestão mais eficiente e uma produção salivar mais equilibrada (Vissink et al., 1996).
Práticas corporais e regulação da salivação
Práticas corporais e mentais também influenciam diretamente a produção de saliva, tanto pela perspectiva fisiológica quanto energética.
No tai chi chuan e no Qi gong, movimentos lentos combinados à respiração profunda aumentam o fluxo de Qi, reduzem o estresse, melhoram a digestão e equilibram Yin e Yang (Vissink et al., 1996).
Muitos praticantes relatam aumento da salivação durante a prática de exercícios respiratórios, o que, na visão da MTC, é interpretado como um sinal de fortalecimento do Jing e de harmonização dos fluidos internos (Vissink et al., 1996).
A meditação, por sua vez, atua sobre o sistema nervoso ao diminuir a atividade simpática e aumentar a predominância da parassimpática. Esse estado de relaxamento profundo favorece naturalmente a produção de saliva, reforçando a conexão entre equilíbrio emocional, regulação autonômica e saúde dos fluidos corporais (Siqueira e Dawes, 2011).
A integração leste-oeste
A integração entre a medicina ocidental e a medicina oriental oferece uma compreensão mais ampla e profunda das glândulas salivares.
Enquanto a biomedicina descreve seus aspectos anatômicos, moleculares e fisiológicos, a MTC interpreta sua função a partir de uma perspectiva energética, emocional e sistêmica.
Ambas as abordagens, embora distintas, convergem em diversos pontos (Siqueira e Dawes, 2011).
Reconhecem que a saliva reflete o estado geral do corpo, que as emoções influenciam diretamente sua produção, que o envelhecimento reduz a função glandular, que hidratação e nutrição são fundamentais e que o equilíbrio interno é essencial para a saúde das glândulas salivares (Malathi et al., 2014).
A biomedicina explica o “como”, os mecanismos biológicos, celulares e químicos envolvidos na produção e regulação da saliva.
Já a MTC explica o “porquê”, os padrões energéticos, emocionais e sistêmicos que levam ao desequilíbrio.
Juntas, oferecem uma visão integrada que enriquece tanto o diagnóstico quanto as possibilidades terapêuticas.
Gabriel Maluf – Estudante de Medicina – UNE – Bolívia
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